S H A M E (Self-Portrait)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


15º Salão da Bahia
Rizoma na Linha Vermelha
Coletivo TriPticÖ
Coletivo TriPticÖ
(Apropriação, Intervenção Urbana e Fotografia (Salvador/2008))
A intervenção artística “Rizoma na Linha Vermelha” consiste numa apropriação da intervenção urbana do artista Mineiro Dácio Bicudo. A obra exposta durante o 14º Salão da Bahia foi composta por uma linha vermelha com 10 cm de largura e 3 km de extensão, onde foram escritos nomes de artistas brasileiros conhecidos no cenário artístico contemporâneo. A idéia do trabalho “Rizoma na Linha Vermelha” surgiu durante a oficina “Arte e Filosofia” realizada no Mam em 2007, a partir da aproximação com o conceito de Rizoma desenvolvido por Gilles Deleuze e Félix Guatarri. In(corpo)rando a noção de múltiplo e multiplicidade desenvolvidas nesta forma de pensamento, decidimos experimentar a intervenção na “Linha Vermelha” de Dácio Bicudo, incluindo nela rizomas, afluentes, ramificações descentralizadas que se multiplicam pela cidade, não apenas rasteiramente pelas ruas, mas de forma descontinua atingindo outros espaços. Inserimos nestes “bulbos” nomes de artistas plásticos sem “visibilidade” no cenário artístico baiano e brasileiro, criando um jogo entre reconhecimento e anonimato, implicando também numa abordagem política e social da arte.
A intervenção artística “Rizoma na Linha Vermelha” consiste numa apropriação da intervenção urbana do artista Mineiro Dácio Bicudo. A obra exposta durante o 14º Salão da Bahia foi composta por uma linha vermelha com 10 cm de largura e 3 km de extensão, onde foram escritos nomes de artistas brasileiros conhecidos no cenário artístico contemporâneo. A idéia do trabalho “Rizoma na Linha Vermelha” surgiu durante a oficina “Arte e Filosofia” realizada no Mam em 2007, a partir da aproximação com o conceito de Rizoma desenvolvido por Gilles Deleuze e Félix Guatarri. In(corpo)rando a noção de múltiplo e multiplicidade desenvolvidas nesta forma de pensamento, decidimos experimentar a intervenção na “Linha Vermelha” de Dácio Bicudo, incluindo nela rizomas, afluentes, ramificações descentralizadas que se multiplicam pela cidade, não apenas rasteiramente pelas ruas, mas de forma descontinua atingindo outros espaços. Inserimos nestes “bulbos” nomes de artistas plásticos sem “visibilidade” no cenário artístico baiano e brasileiro, criando um jogo entre reconhecimento e anonimato, implicando também numa abordagem política e social da arte.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Artifício
Depois de adormecer
De repousar no movimento da cidade
Na fuga para o sono
Com os olhos indecisos
Com a permissão para o corpo lento
Não é sonho
Vista da minha janela
Vestida de brillho
Ela está aqui
A minha volta
Maior que nunca
Imensa
Gigante de pedra
Muito menos embrutecida
Disfarçada de cor
Ela está aqui
A minha volta
Maior que nunca
Imensa
Gigante de pedra
Muito menos embrutecida
Disfarçada de cor
Dissimulada
E iluminada
Por suas luzes falsas
Por sua clareza que pouco mostra
Seu momento multicor noturno
A cidade pesca meus olhos
E pisca diante de mim
Em cada feixe de luz
Cada traço de fio
Cada par de janelas
Uma fachada cinza
Uma vida
Que não se reconhece
E iluminada
Por suas luzes falsas
Por sua clareza que pouco mostra
Seu momento multicor noturno
A cidade pesca meus olhos
E pisca diante de mim
Em cada feixe de luz
Cada traço de fio
Cada par de janelas
Uma fachada cinza
Uma vida
Que não se reconhece
No meio do enfeite
Da decoração forjada
Da despesa inútil
Da luz que cintila em vão
A cidade pisca incerta
É só ressalva
Apenas acento grave da fantasia
A luz
A vida
E a cidade piscam
Lembrando
Que nada há de gratuidade
Nada dela é presente
Nem a luz do momento
Nem o sol da manhã
Lembro do escuro
Imagino satélites
Penso nos astros celestes....
[Vladso/2008]
Da decoração forjada
Da despesa inútil
Da luz que cintila em vão
A cidade pisca incerta
É só ressalva
Apenas acento grave da fantasia
A luz
A vida
E a cidade piscam
Lembrando
Que nada há de gratuidade
Nada dela é presente
Nem a luz do momento
Nem o sol da manhã
Lembro do escuro
Imagino satélites
Penso nos astros celestes....
[Vladso/2008]
domingo, 23 de novembro de 2008
Série Carto[corpo]grafia
Trabalho apresentado na IX Bienal do Recôncavo/Centro Cultural Dannemann-Bahia
(Mapas em papel vegetal s/mapas coloridos, nanquim e pilot color)
“o mapa é aberto, conectável em todas as suas dimensões,
desmontável, reversível, suscetível de receber modificações
constantemente. Ele pode ser rasgado, revertido, adaptar-se a
montagens de qualquer natureza, ser preparado por um individuo,
um grupo, uma formação social. Pode-se desenhá-lo numa parede,
concebê-lo como obra de arte, construí-lo como uma ação política,
uma meditação”. (Deleuze e Guatarri)
Mapas encarnados
Marcas, mapas, matéria corporéa
Vestidos de mapa
Vestígios de corpo
Corpo-cidade aérea (Vladimir Oliveira)
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
CiC-Cidade Cenário
(Trabalho apresentado no Salão Regional de Artes Visuais da Bahia-Edição Itabuna/2008)
(Trabalho apresentado no Salão Regional de Artes Visuais da Bahia-Edição Itabuna/2008)
"Cada obra de arte se apresenta, então, como mero fragmento,
uma minúscula peça arbitrariamente recortada de um tecido
infinitamente mais amplo".
(Brissac Peixoto)
"Arquitetura: o que transcende a construção"
"Arquitetura: o que transcende a construção"
(Paulo Casé)
Esta obra integra a série intitulada CiC-Cidade Cenário e pauta-se no jogo relacional entre o olhar, o corpo e a cidade, enquanto campo de afeto visual e conceitual. Em suas três partes, me interessa explorar a idéia de fragmento, instalando uma relação entre a arquitetura urbana e o corpo enquanto matéria dividida, instrumental e fraturada. Para isso são usadas diversas cópias fotográficas retiradas da janela de meu apartamento, a primeira tratando-se de um edifício abandonado ocupado pelo MSTS-Movimento Sem-Teto de Salvador, e a outra do edifício da UERJ no Rio de Janeiro. Estas fotografias são recortadas manualmente tendo cada parte a mesma dimensão. Junto a estes ‘fragmentos de imagem’, é agregado um cubo com faces compostas por fotografias. O jogo proposto é pensar na idéia do olhar que se depara e confronta na contemporaneidade, com a grande dimensão das arquiteturas que ocupam e se instalam em cada pequena porção de espaço na cidade. O olhar que só vê janelas, pilares, andaimes, andares, verticalidades de concreto e ruína, condesadas em corpos de cimento, poeira, ferro e cal. Refletir a arquitetura em sua possibilidade de permanência e no mesmo tempo de fratura e decomposição em que “ruinas e obras se confundem” (Brissac Peixoto). A presença da imagem de um estudo ideal da figura humana, inseri no trabalho esse outro corpo, o dos citadinos, buscando problematizar a relação esvaziada de ‘experiência’ (Benjamim) carnal, corporal, sensorial que estes mantem com o espaço urbano. Arquitetura e corpo se expressam e se refletem matematizados, idealizados, instrumentalizados, condicionados a rigidez, ao endurecimento, reduzidos a projeto e esvaziados de sentido. Corpo e arquitetura se mostram desumanizados e carentes de experiência. Ambos se espelham e se desafiam na urbe contemporânea.
Esta obra integra a série intitulada CiC-Cidade Cenário e pauta-se no jogo relacional entre o olhar, o corpo e a cidade, enquanto campo de afeto visual e conceitual. Em suas três partes, me interessa explorar a idéia de fragmento, instalando uma relação entre a arquitetura urbana e o corpo enquanto matéria dividida, instrumental e fraturada. Para isso são usadas diversas cópias fotográficas retiradas da janela de meu apartamento, a primeira tratando-se de um edifício abandonado ocupado pelo MSTS-Movimento Sem-Teto de Salvador, e a outra do edifício da UERJ no Rio de Janeiro. Estas fotografias são recortadas manualmente tendo cada parte a mesma dimensão. Junto a estes ‘fragmentos de imagem’, é agregado um cubo com faces compostas por fotografias. O jogo proposto é pensar na idéia do olhar que se depara e confronta na contemporaneidade, com a grande dimensão das arquiteturas que ocupam e se instalam em cada pequena porção de espaço na cidade. O olhar que só vê janelas, pilares, andaimes, andares, verticalidades de concreto e ruína, condesadas em corpos de cimento, poeira, ferro e cal. Refletir a arquitetura em sua possibilidade de permanência e no mesmo tempo de fratura e decomposição em que “ruinas e obras se confundem” (Brissac Peixoto). A presença da imagem de um estudo ideal da figura humana, inseri no trabalho esse outro corpo, o dos citadinos, buscando problematizar a relação esvaziada de ‘experiência’ (Benjamim) carnal, corporal, sensorial que estes mantem com o espaço urbano. Arquitetura e corpo se expressam e se refletem matematizados, idealizados, instrumentalizados, condicionados a rigidez, ao endurecimento, reduzidos a projeto e esvaziados de sentido. Corpo e arquitetura se mostram desumanizados e carentes de experiência. Ambos se espelham e se desafiam na urbe contemporânea.
sábado, 18 de outubro de 2008
“Whitedoor II”
Trabalho selecionado no I Salão Arte e Cidade - Escola de Belas Artes/2008

Trabalho selecionado no I Salão Arte e Cidade - Escola de Belas Artes/2008
“A função da arte é construir imagens da cidade que sejam novas, que passem a fazer parte da própria paisagem urbana”.
(Nelson Brissac Peixoto)
A obra apresentada compõe uma série em processo, tendo como enfoque um dispositivo de caráter publicitário e comum à paisagem urbana na contemporaneidade: os outdoors. Trata-se de um exercício fotográfico de captura de outdoors brancos, “whitedoors”, subvertendo a sua função primordial de anunciar, publicar, divulgar algo, resignificando-o a partir da consideração de sua forma como elemento estético e expressivo. Num momento em que o panorama da cidade convida o olhar dos citadinos a perder-se pelos milhares de cartazes, banners, neons, anúncios, panfletos ao vento, configurando a paisagem urbana como um “jornal de serviço”, a oportunidade de encontrar um quadro limpo, um lugar branco na cidade que ainda não esteja coberto pela abundância de “imagem-palavra”, é quase nula. Diante de um horizonte que não se deixa perpassar, da “paisagem que é um muro” (PEIXOTO, 1996), o olhar é um embate. O excesso de matéria visual, o cruzamento de diversos espaços e tempos, suportes e tipos de imagem, os outdoors, com seu extenso alcance visual e seu caráter público, se destaca cada vez mais no “cenário” urbano, também por seu forte apelo visual endereçado a propagação comercial e estimulo ao consumo.
Composta por 48 fotografias (formato 10x15 cm) impressas em papel adesivado, as imagens irão compor um painel de outdoors brancos aplicados manual e diretamente sobre a parede, otimizando-a enquanto suporte para instalação da obra. A composição é elaborada a partir do preenchimento de uma área pela imagem do outdoor branco, e outra pelo próprio “vazio-branco” na parede, culminando em duas áreas brancas. O gesto pretende incitar neste caso, uma reflexão em torno do branco como possibilidade, um elemento caracterizador de ausência, seja de imagem, seja de palavra.
(Nelson Brissac Peixoto)
A obra apresentada compõe uma série em processo, tendo como enfoque um dispositivo de caráter publicitário e comum à paisagem urbana na contemporaneidade: os outdoors. Trata-se de um exercício fotográfico de captura de outdoors brancos, “whitedoors”, subvertendo a sua função primordial de anunciar, publicar, divulgar algo, resignificando-o a partir da consideração de sua forma como elemento estético e expressivo. Num momento em que o panorama da cidade convida o olhar dos citadinos a perder-se pelos milhares de cartazes, banners, neons, anúncios, panfletos ao vento, configurando a paisagem urbana como um “jornal de serviço”, a oportunidade de encontrar um quadro limpo, um lugar branco na cidade que ainda não esteja coberto pela abundância de “imagem-palavra”, é quase nula. Diante de um horizonte que não se deixa perpassar, da “paisagem que é um muro” (PEIXOTO, 1996), o olhar é um embate. O excesso de matéria visual, o cruzamento de diversos espaços e tempos, suportes e tipos de imagem, os outdoors, com seu extenso alcance visual e seu caráter público, se destaca cada vez mais no “cenário” urbano, também por seu forte apelo visual endereçado a propagação comercial e estimulo ao consumo.
Composta por 48 fotografias (formato 10x15 cm) impressas em papel adesivado, as imagens irão compor um painel de outdoors brancos aplicados manual e diretamente sobre a parede, otimizando-a enquanto suporte para instalação da obra. A composição é elaborada a partir do preenchimento de uma área pela imagem do outdoor branco, e outra pelo próprio “vazio-branco” na parede, culminando em duas áreas brancas. O gesto pretende incitar neste caso, uma reflexão em torno do branco como possibilidade, um elemento caracterizador de ausência, seja de imagem, seja de palavra.
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